Como passar em provas de mestrado?

COMO PASSAR NA PROVA DO MESTRADO?

Geralmente, as provas para concorrer a uma vaga em um curso de mestrado, em uma universidade federal, são quatro: prova escrita, prova de língua estrangeira, avaliação de projeto e entrevista.

est Prova escrita

A prova escrita depende basicamente de estudo. É importante verificar, no edital de seleção, a bibliografia recomendada, estudar os conteúdos e revisá-los até o dia do exame. É claro que uma boa escrita já corrobora a sua aprovação, independentemente da área de estudo. Quando eu fui aprovado no processo seletivo do mestrado, eu me dediquei bastante a essa etapa. Primeiramente eu li a bibliografia recomendada, busquei outros autores que me ajudassem a interpretar a bibliografia proposta, fiz resumos, fichamentos e revisei durante dois meses o conteúdo antes da prova, especialmente nas últimas semanas.

Prova de Língua estrangeira

cerebro pos graduandoA prova de língua estrangeira (inglês) é uma etapa fácil para aqueles que têm nível intermediário de inglês. Já os iniciantes devem estudar um pouco mais. A minha prova foi relativamente simples, era possível o uso de dicionários e as respostas eram escritas em língua portuguesa. Eu fui aprovado nesta etapa com nota 8,6. O meu nível de inglês é bom, eu diria intermediário.

Avaliação de projeto (Pré-Projeto)

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Quando você faz a inscrição para o mestrado, você deve anexar, junto aos seus documentos, o seu pré-projeto. Eu não conhecia muitos professores da minha área de interesse, por isso, fiz o pré-projeto SOZINHO, com base na bibliografia proposta no edital. Eu busquei alguns modelos na internet, mas basicamente o pré-projeto continha capa, com o nome da Universidade, título do projeto, local e data. Na introdução, eu fiz um resumo sobre o projeto, na justificativa eu expus a minha motivação para com a minha temática e, mais especificamente, para com a minha área de interesse: LINGUÍSTICA. As próximas páginas foram dedicadas aos pressupostos teóricos e à metodologia. Essa foi a etapa mais complexa para a elaboração do pré-projeto, pois eu não sabia absolutamente nada sobre metodologia, uma vez que eu NUNCA havia feito pesquisa antes. E sinceramente? não me adiantou muito a metodologia do meu pré-projeto; eu não utilizei NADA do que eu escrevi. Na época, eu não tinha muita maturidade sobre o assunto, então, eu fiz o possível para mostrar à banca examinadora que eu tinha condições (e INTERESSE) em aprender novas abordagens e métodos que pudessem contribuir com a minha pesquisa. Mas se alguém tivesse me dito para estudar sobre pesquisa qualitativa e quantitativa, epistemologia e ontologia, eu teria me saído melhor. As páginas seguintes foram dedicadas ao cronograma de execução, e por fim as referências bibliográficas. Confesso que fiquei bastante apreensivo nessa etapa, pensei que seria reprovado, mas, para a minha felicidade, eu fui aprovado com 9,5. Acredito que essa nota foi resultado de uma boa escrita, revisei o meu texto várias e várias vezes e ainda enviei-o a alguns revisores.

(Para mais informações sobre revisão: http://andersonhander.wordpress.com/revisao-de-texto/)

OBS: Eu faço um parêntese aqui para explicar que o mestrado é um PROCESSO de maturação de ideias. É um período de grande estudo e crescimento. Por isso, não se frustrem caso o seu pré-projeto, embora seja aceito pela banca examinadora, seja criticado por alguns professores, especialmente por aqueles com a visão mais fechada em suas próprias áreas de estudo. Felizmente, eu consegui utilizar o meu pré-projeto no mestrado (apesar de modificá-lo bastante) e encontrei uma orientadora que se interessou pela minha pesquisa. Eu digo isso porque alguns orientadores podem querer orientá-lo(a) somente se lhes convir o tema proposto.

Entrevista (a hora do agora ou nunca!)

Sem dúvida a entrevista é a pior parte do processo. Eu confesso que o processo de seleção do mestrado é muito desgastante, especialmente porque ele é um processo longo, que chega a durar quase um mês até o resultado final. Se nós contarmos o período de inscrição e de preparação, o processo estende-se talvez a um ano. Depois da aprovação em todas as etapas, chega o dia da entrevista. Não acredito que a sua roupa deva ser o seu melhor atrativo para esse dia. É óbvio que vivemos em uma sociedade de aparências e que você não deve chegar a sua entrevista com trajes exóticos, exagerados ou indevidos para a ocasião. Eu fui de camisa social e de bermuda (Ok, eu cometi essa grande gafe, mas fui aprovado rsrsrs). Sentei em frente à banca, eles ligaram o gravador e a entrevista começou. A banca era composta por três doutoras. Inicialmente elas pediram para eu falar um pouco sobre o meu projeto e, posteriormente, fizeram algumas perguntas específicas sobre ele, sobre o tema que eu havia abordado, sobre a bibliografia utilizada e sobre os autores principais de minha pesquisa. Uma das doutoras trabalhava diretamente com a minha área, ela me fez muitas perguntas e conseguiu me deixar com MEDO, o que me gerou um certo nervosismo e me deixou um pouco atrapalhado ao responder algumas perguntas; eu não conseguia articular muito bem as minhas respostas. Em compensação, e para a minha sorte, eu respondi muito bem as outras perguntas. Elas perguntaram sobre a minha vida acadêmica, sobre os meus projetos na Universidade, sobre o meu interesse na área de estudo escolhida. Eu sempre estive engajado na Universidade em extensão e ensino. Participei de um projeto de extensão lecionando na UnB nos anos de 2008 e 2009, atuei como monitor de eventos, semana de extensão, e sempre tive vontade de viajar, por isso fiz intercâmbio, trabalhei em ONGs, cursei várias disciplinas de outras áreas, enfim, acredito que o meu período de graduação foi bastante produtivo e isso me ajudou a ser aprovado na entrevista, apesar do meu nervosismo, que não era sinônimo de insegurança ou imaturidade. Eu fui aprovado no mestrado de linguística da Universidade de Brasília (UNB) em sétimo lugar. A média para aprovação era 7,0, as minhas notas foram: 8,6 (prova escrita), 8,6 (prova de língua inglesa), 9,5 (pré-projeto) e 8,5 (entrevista).

MESTRADO2

Estou na etapa final do mestrado. A minha defesa será marcada em um mês. Às vezes, algumas pessoas dizem que não vale a pena fazer mestrado, que não é preciso de mestrado para que se consiga um bom salário, especialmente um bom salário de professor e que a carreira acadêmica não é prestigiada economicamente. O mestrado realmente não é um investimento econômico em si, mas ele tem me completado e me ajudado a refletir melhor sobre as minhas profissões (eu sou professor e revisor de textos),  a ciência que eu estudo (linguística), as minhas ferramentas de trabalho,  a minha posição como ator social nos tempos em que vivo, enfim, eu sinto-me mais consciente de minhas escolhas e eu diria de mim mesmo.

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28 respostas em “Como passar em provas de mestrado?

  1. Olá Anderson, gostei muito do seu post. Estou participando de um processo seletivo e confesso que o medo atrapalha bastante! Vou fazer a inscrição e conversar com a (possível) orientadora, Fiz espanhol na Faculdade então creio que meio passo já foi dado! rs Como o processo é todo eliminatório, estou atenta ao Projeto primeiro. Logo darei mais notícias! Valeu belo post, me ajudou muito!

  2. Boa tarde, Anderson! Gostei muito do seu depoimento. Farei a prova de mestrado em Linguística esse ano e estou realmente precisando de dicas e orientações. Principalmente queria ter acesso às provas passadas a fim de ter uma noção do tipo de pergunta que encontrarei nas provas. Vc ainda tem a sua prova? Grata, Núbia

    • Oi Núbia. No meu departamento, você tem até dois dias para poder ver a prova que você faz, mas você não fica com ela, deve devolvê-la novamente à secretaria. Eu me lembro de algumas questões. A primeira, perguntava sobre Matoso Câmara Jr. e os seus estudos sobre grau e gênero – Você deveria explicar a visão de Matoso acerca desse tema). A segunda questão dizia respeito à Análise Crítica de Discurso (ADC): “Explique a relação entre texto, discurso e prática social” (acho que a questão era essa, não tenho certeza). No penúltimo processo seletivo (2011), eles fizeram uma pergunta bem específica do livro do filósofo e linguista Banveniste, a respeito da voz media e da voz passiva. A minha dica para você é: estude minuciosamente TODO o material do edital. Faça esquemas, resumos e leia em sites especializados o conteúdo antes da prova. Leia críticas de outros autores sobre o assunto que você tiver dúvida até alguns dias antes da prova. Isso me ajudou bastante. Nos primeiros meses de leitura dos livros, eu compreendia o conteúdo, mas não conseguia memorizá-los, então eu forçava a minha mente, vendo vídeos de palestras no youtube sobre linguística, lendo várias vezes os resumos que eu havia feito… Volte para nos contar a sua experiência. Sucesso.

  3. Olá Anderson, tenho interesse em fazer mestrado em Linguística. Pensei que pudesse elaborar e estudar tudo em um mês. Mas, pela sua trajetória, vejo que devo me dedicar por um período bem maior. De toda forma, obrigada pelas dicas. Ano que vem eu tentarei.
    Abraços, Claudia.

    • Boa tarde Mirian!
      Eu faria a mesma pergunta a você, mas inverteria o “péssimo em provas de mestrado” por “péssimo em provas de concursos” eheheh.
      O caminho para a carreira acadêmica é científico e isso requer um senso mais investigativo. A maneira pela qual nós pensamos na academia é um pouco diferente (eu não acho que deveria ser) da maneira pela qual nós estudamos para concursos. No caso de algumas bancas, o que é mais valorizado é a memória e não o pensamento/reflexão. Há um texto em meu blog (Funes, o Memorioso – do Borges) que faz crítica a isso. Eu acredito que algumas disciplinas fundamentais à construção desse senso não nos são ensinadas porque muitos professores não são pesquisadores ou desconhecem-nas. A própria maneira pela qual nós lidamos com a aprendizagem é problemática: filosofar/refletir é “no boteco”, na escola, “é decorar”. Além disso, é bastante comum, por exemplo, a associação no Brasil do cientista ao louco ou uma certa resistência/deficiência na escola a respeito do conhecimento científico. Eu, por exemplo, não aprendi na escola e na universidade muitas questões sobre metodologia, filosofia e ciência como: epistemologia, ontologia, lógica… Eu também não fiz pesquisa na graduação, apenas na pós-graduação. Por fim, o arquétipo do cientista em nossa sociedade é de um sujeito na área de exatas e, no caso de humanas, isso é um problema, especialmente se esbarramos em nosso caminho com conceitos absolutos a respeito de o que é língua/cultura. A impressão que muitos têm é de que um linguista, por exemplo, não é um cientista como um químico. No entanto, ambos fazem ciência.
      O futuro mestrando, acadêmico, deve compreender essas questões e elas serão cobradas de alguma maneira em processos seletivos de mestrado/doutorado por meio de prova escrita, prova oral e elaboração de pré-projeto.

      Espero ter ajudado.

  4. Professor Anderson, bom dia

    Que bom que tem pessoas que dividem o conhecimento e experiências de vida com as outras pessoas. Pois bem, me chamo Pedro Henrique e vou iniciar o processo de seleção para mestrado profissional em gestão pública – UNB Campus Planaltina, edital 1/2014. Como o que aconteceu como você, estou muito preocupado com a prova escrita, prova oral, pre-projeto, e estou trabalhando com prioridades tendo em vista que tenho que entregar o meu pré-projeto na inscrição que vai até 07/03/2014. Nem comecei a fazê-lo. Ainda estou naquela fase terrível de escolher o tema, querendo que seja pertinente e interessante. Gostaria de saber se há um modelo que a UNB utiliza ou poderia indicar uma estrutura de pré-projeto? em relação a prova escrita, no edital, tem 3 obras a ser lidas. Mas não diz com serão as perguntas, somente informa que 30% da nota será da redação e os outras 70% não diz se serão questões objetivas, mas acredito que seja. Como foi sua prova de mestrado as questões de múltipla escolha com 4 ou 5 alternativas? Em relação a prova oral, vou deixar por último, pois preciso passar nas anteriores para chegar nesta fase, mais digo que suas dicas valeram bastante para todas as fases. Participar de um processo de mestrado já é emocionante e ter a expectativa de ser aprovado gera muita energia e adrenalina. Gostei de suas informações e irei compartilhar com outros colegas que sonham também em realizar um mestrado na UNB, Se puderes nos passar mais informações e/ou nos orientar ficaremos gratos.

    Pedro Henrique
    INSTITUTO FEDERAL DE BRASILIA

    • Pedro, saudações!
      Fico feliz em compartilhar as minhas experiências com os meus leitores e, especialmente, quando recebo algum feedback, isso me motiva bastante a continuar escrevendo.
      Sobre o pré-projeto, não há modelo padrão, inclusive, porque cada departamento adota os seus próprios padrões. O próprio processo de avaliação em si não deve seguir o mesmo padrão em todos os departamentos. Sobre as questões de múltipla escolha, não posso dizer-lhe muito, pois a minha prova de conhecimentos foi discursiva. Sugiro que você atenha-se ao edital, estude-o.
      Volte para contar-nos a sua experiência.
      Desejo-lhe muito sucesso!

  5. É muito bom encontrar pessoas que compartilham suas experiências. Já participei do processo e de mestrado e não obtive a média esperada para aprovação na escrita ( fiquei com 5.3 e a média é 7.0). Você poderia dar mais informações sobre elaboração da prova discursiva? O melhor caminho é citar os autores relacionados à questão que foi pedida e compará-los?
    Um abraço, Roseli

    • Oi Roseli! Boa tarde!
      Obrigado pela visita. Fico feliz em participar dessa troca. E obrigado por compartilhar conosco também a sua experiência.
      Sobre a prova discursiva, não adianta, o ideal é fazer vários resumos das obras indicadas no edital e estudar minuciosamente todo o conteúdo, inclusive, porque você precisará dessa bagagem durante o mestrado.
      Você deve ter percebido, em seu processo seletivo, que não há muitas questões na prova de conhecimentos linguísticos (discursiva). No meu caso, por exemplo, havia apenas três questões, mas as questões eram muito específicas. Acredito que a intenção deles é averiguar se você leu os livros indicados, se você consegue desenvolver uma ideia, refletir… não é necessário fazer aquelas citações como em artigos científicos, conforme as normas da ABNT e etc, mas se você puder e conseguir refletir sobre as ideias de determinados autores, compará-las, isso é ótimo. Deixe claro, em suas respostas, como as ideias desses autores relacionam-se à concepção da linguística como ciência, especialmente, no caso de Saussure. Se for o caso, vá além e relacione o assunto com a noção de metodologia…
      Eu me lembro de quando fiz a minha primeira prova e havia uma questão tão específica, de uma página que eu não cheguei a ler (pulei) a respeito do livro de Benveniste: Problemas de Linguística Geral I. Eu não fui aprovado, na primeira vez que participei do processo, por causa dessa questão. Com certeza, algumas seleções são mais fáceis do que outras… mas… não sugiro que você “pague para ver”, estude toda a bibliografia do edital.
      Muito sucesso!
      Abraço.

      • Valeu pela dica! Tentei prova de Mestrado em Educação e pasme, não tinha bibliografia indicada. A orientação dada é o que você tem e traz de sua trajetória de estudos e pesquisas.Então é um “chute” no escuro, às vezes parece “pegadinha” quando você se depara com um assunto que não esperava e querendo ou não é sobre ele que se tem que falar. Como por exemplo tipos de provas aplicadas pelo governo federal nas esferas estaduais e municipais. E aí, se fala o quê? É ou não é complexo demais. Um abraço,
        Mas vou tentar de novo.
        Roseli

  6. Primeiramente meus agradecimentos por compartilhar suas experiências e parabenizá-lo pelas conquistas. Anderson estou aguardando o edital para participar da seleção de mestrado na UECE (Universidade Estadual do Ceará) e desde muito me sinto inseguro e por mais que eu conheça os texto e já tê-los lidos não me sinto preparado para o processo, mesmo alguns amigos falando que eu vou me sair bem. Escolhi concorrer a uma vaga na linha da pragmática, por ter sido a que mais me identifiquei, e pesquisar os jogos de linguagem presente nas relações comerciais (compra e venda de produtos e serviços) nos grandes centros urbanos. Minha escolha teve como base o fato de ter uma experiência muito grande na formação dos profissionais de vendas no varejo. Sei que meu trabalho seria interessante, principalmente se puder desvendar formas de mediar essas relações de forma a evitar conflitos e ajudar ao consumidor a fazer suas escolhas sem se deixar envolver pelas técnicas aplicadas pelos vendedores e trabalhar o homem de vendas de forma que seu discurso seja mais produtivo sem fugir da realidade do mercado nem das reais necessidades do seu cliente. estou inseguro, principalmente, por ficar em dúvida se o fato do meu material de estudo não está diretamente ligado à educação seja um empecilho ou um fator que faça a banca examinadora torcerem a cara.
    O que você acha? será que meu projeto de estudo pode ser algo interessante? Como posso realizá-lo?

    • Cássio, boa noite! Obrigado pela visita!
      Não veja a sua “insegurança” como um “problema”. Você pode tirar “proveito” dela se compreender que o seu pré-projeto de mestrado e o processo seletivo em si são apenas uma etapa de todo esse processo, que, inclusive, não se encerra com a obtenção de seu título, muito pelo contrário, pode estender-se por um doutorado…
      Há muitas produções, na área de Letras, em educação, mas pesquisa não precisa restringir-se a isso, há outros ramos da sociedade que necessitam de pesquisas em diversas áreas da linguística. Em minha pesquisa, por exemplo, decidi investigar processos interacionais e discursivos na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal para compreender como o usuário do metrô compreende “cidadania” a partir de interações. Então, fique tranquilo, pois o fato de o seu trabalho não estar diretamente ligado à educação não é um “problema”. Você deve, no entanto, justificar a relevância social de seu projeto. Atenha-se, também, aos aspectos linguísticos de seu estudo, pois o seu título não será de mestre em sociologia ou administração. Embora a língua possa ser compreendida (e na minha opinião DEVE ser compreendida) em uma perspectiva dialética com a sociedade, qual é o aspecto estritamente “linguístico” de seu trabalho?
      Volte para nos contar a sua experiência.
      Abraço!

      • Obrigado pela atenção, fico feliz e mais tranquilo e sei que posso demonstrar a relevância do trabalho ao demonstrar que o mesmo facilitaria a comunicação, a partir do conhecimento, dos treinadores de equipes de vendas e do próprio lojista que que perceberia que a chave do sucesso comercial pode está na comunicação direta com o cliente consumidor.

  7. Oi Anderson, pretendo participar do processo seletivo de mestrado em educação, mas confesso que estou insegura, pois não há qualquer referencial bibliográfico para estudar antes da prova. Conto com o apoio de alguns professores, mas mesmo assim não me sinto confiante. Fico feliz cada vez que encontro uma pessoa disposta a compartilhar suas experiências (e isso é raro), principalmente, porque é comum encontrar colegas que já participaram da seleção mas que não querem te dar nenhuma dica por puro egoísmo.

    • Oi Laura, fico feliz em poder ajudá-la. E o meu blogue também é, com certeza, um espaço de trocas de experiências. Não vejo o menor problema em compartilhar as minhas vivências. E o melhor é ter essa troca, esse espaço para receber feedback daqueles que terão ou tiveram experiências similares, divergentes… isso me completa. Há alguns alunos e pesquisadores na academia não muito “acessíveis” e acho isso “PODRE”! Eles querem teorizar, teorizar e guardar o que eles pesquisam e sabem para eles mesmos, por puro egoísmo e esquecem-se de sua importância para a sociedade (extensão).
      No seu caso, acho que eu também me sentiria muito inseguro em participar de um processo seletivo sem material de apoio para estudo. Acredito, porém, que você pode guiar o seu estudo pelos clássicos da pedagogia, além de estudar sobre METODOLOGIA. Não haverá uma prova de metodologia, mas é extremamente importante que você saiba o que é ciência, história da ciência, compreenda a diferença entre pesquisa qualitativa e quantitativa, grupo focal, entrevistas, pesquisa de campo… Esses conteúdos irão auxiliá-la em suas respostas na prova discursiva e durante a elaboração de seu projeto e no processo da entrevista.
      Muito sucesso!
      Abraço.

  8. Boa tarde Anderson achei ótimo seu post sobre me o mestrado tirou muitas duvidas, mas gostaria de saber como faço para escolher o tema para o pre projeto, pensei em fazer algo sobre obesidade Infantil, pois meus trabalhos acadêmicos são voltadas para isso.
    O meu mestrado e em saúde publica clinica, estou meio que perdida no projeto, poderia me dar alguma dica.
    Agradeço desde já pela sua atenção
    Vivian Seabra

    • Oi Vivian, fico feliz em poder ajudá-la. Seja bem-vinda.
      Sobre o tema, escolha-o a partir de sua motivação/interesse. Se você já fez pesquisa na área de obesidade, isso poderia ajudá-la bastante. O tema no mestrado não precisa ser um assunto “inédito”, apenas no doutorado. Além disso, a escolha do tema deve ser relevante para a sociedade e você terá de justificá-la em seu pré-projeto.
      Verifique o Currículo Lattes dos professores de seu departamento para ver se algum deles trabalha nessa área. Eu, por exemplo, sempre me interessei por questões relacionadas à cidadania, direitos sociais e cultura brasileira. O meu projeto foi aprovado, mas eu não possuía um professor orientador quando entrei no mestrado. Na minha busca por um professor orientador, somente um deles quis me orientar. Alguns outros chegaram a propor que eu associasse o meu tema à continuação das pesquisas deles. Mas eu estava interessado em investigar cidadania em um contexto institucionalizado, que, no caso, referia-se à Companhia do Metropolitano do Distrito Federal.
      Espero ter ajudado.
      Volte para compartilhar conosco a sua experiência.
      Abraço.

  9. Congratulatons, Teacher Anderson! You are helping so much your co-citizens and promoting a best sense of wolrd colaborator of science. Please keep your focus; that action makes you a true Phylosophy Doctor. Receive my respects and admirations.
    Sincerely,
    Campos.

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