Escola, educação e conhecimento: o iluminismo do século XVIII

Escola, educação e conhecimento: o iluminismo do século XVIII

O Iluminismo representou a racionalização da vida em sociedade e a ele é possível associar os ideais burgueses da Revolução Francesa, bem como da Revolução Industrial.

O conhecimento, nessa perspectiva, renascia à razão proposta pelo pensamento grego em ruptura com o mito. Esse movimento racionalista, que não vingou na Idade Média, tomaria, especialmente com a Revolução industrial, dimensões globais que favoreceriam a racionalização desde a vida cotidiana aos processos de produção fabris, presentes na teoria de Adam Smith e de Ford.

Nessa perspectiva, a escola, no século XVIII, segundo Filho (2010), representou o século pedagógico por excelência. Jean Lacques Rousseau e Johann Heinrich sobressaem como dois grandes teóricos sobre educação nesse período. Outros nomes importantes também podem ser citados como Condorcet e Lepelleitier, que possuíam planos para organizar sistema nacional de educação. Destacam-se assim a educação sensorialista e racionalista, oriundas do naturalismo e do idealismo e, também, a garantia de educação pública.

            Filho (2010) cita Luzuriaga (1983), que sintetizou os princípios consagrados pelo ideal iluminista nesse século:

  1. Desenvolvimento da educação estatal, da educação do Estado, com maior participação das autoridades oficiais no ensino;
  2. Começo da educação nacional, da educação do povo pelo povo ou por seus representantes políticos;
  3. Princípio da educação universal, gratuita e obrigatória, no grau da escola primária, que fica estabelecida em linhas gerais;
  4. Iniciação do laicismo no ensino, com a substituição do ensino religioso pela instrução moral e cívica;
  5. Organização da instrução pública em unidade orgânica, da escola primária à universidade;
  6. Acentuação do espírito cosmopolita, universalista, que une pensadores e educadores de todos os países;
  7. Primazia da razão, crença no poder racional e na vida dos indivíduos e dos povos; e
  8. Reconhecimento da natureza e da intuição na educação (Luzuriaga, 1983, p. 150-151, apud Filho DATA).

            A identificação da infância, como invenção dos últimos séculos, encontraria em Rousseau terreno fértil para propagar as suas ideias e levar à educação, aspectos da individualização.

            O liberalismo estatal, proposto pelos ideais franceses, juntamente à racionalização e à individualização, reificaria a escola para o modelo contemporâneo. Embora haja certa diferença, e alguns teóricos tratem de um novo paradigma educacional contemporâneo diferenciado do modelo baseado na formação de “cidadãos” padronizados às fábricas, a escola hoje revela mecanismos de engajamento do Projeto Iluminista.

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