Revisão técnica de documentos/livros

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Eu ou mim?

EU OU MIM

É importante observar o uso adequado dos pronomes eu e mim.

O pronome “eu” é pessoal reto. Esse pronome é utilizado como sujeito. Na maioria das vezes, o pronome será reto quando uma ação de um verbo for comandada por ele.

Exemplo:

Eu sinto falta dela.

Quando o pronome é um complemento ou tem o papel de objeto direto ou indireto, no caso, quando o pronome sofre a ação do verbo, a forma utilizada é a oblíqua.

Ela sente falta de mim.

De acordo com a norma culta, o correto é “para eu beber” e não “para mim beber”. Como nesse caso o pronome é sujeito do verbo, ele é pronome reto.

Este estudo? Esta pesquisa?

O texto acadêmico não constitui, em si, um estudo. O texto acadêmico (artigo, trabalho de conclusão de curso, dissertação ou tese) apresenta determinado estudo. A investigação ou o estudo é muito maior do que o texto acadêmico. O texto acadêmico revela os resultados do estudo ou da pesquisa realizada durante a graduação, curso de especialização, mestrado ou doutorado. Portanto, sugiro, nesse caso, que, para melhor adequação/lógica à linguagem acadêmica, “este estudo” seja alterado para “o estudo proposto nesta dissertação/tese/artigo”.

Uso dos pronomes relativos

O uso correto dos pronomes relativos

Pronomes relativos são utilizados para representar nomes que foram anteriormente citados. Esses pronomes iniciam uma nova oração, ocasionando uma relação entre as duas orações.

Exemplo:

O lugar para onde fomos é maravilhoso.

O pronome relativo onde retoma o lugar. (Quando não houver sentido de lugar, utilize “em que”).

Os pronomes relativos são divididos em variáveis e invariáveis.

Os variáveis podem ser masculinos (o qual, os quais, cujo, cujos, quanto, quantos) ou femininos (a qual, as quais, cuja, cujas, quanta, quantas).

Exemplos:

Estarão aprovados os alunos cujos nomes constem na lista. (não existe “cujo a” ou “cujo o”.)

A garota da qual falei é bonita. (o uso da preposição nesse caso está relacionado à regência do verbo “falar”.)

Pegue tanto quanto precisar. (não há vírgula separando “tanto quanto”).

Os invariáveis são três: quem, que e onde.

Exemplos:

Aquele é o ator a quem me referi ontem. (perceba que o uso da preposição “a” deve-se à regência do verbo “referir-se”).

O garoto que veio aqui era inteligente.

Verbos

Os verbos exprimem, em nossa língua, ação verbal, estado, transformação ou fenômeno da natureza.

TRANSITIVIDADE VERBAL

  • Sugiro aos meus alunos que consultem dicionários de regência verbal e nominal quanto estudarem este assunto. É importante também tentar aprender esse conteúdo de acordo com o contexto de cada oração.

EX:

Verbo transitivo

Necessita de complemento verbal

Transitivo Indireto (não necessita de preposição)

  • Cuidado! Não há uma lógica para entender se um verbo possui ou não preposição, porque falamos em desacordo, muitas vezes, com a regra da gramática normativa. O que significa que há uma regra para a fala e uma regra para a escrita. Como a escrita tende à padronização, essas regras não são as mesmas da fala, especialmente, dependendo da região do país que o falante se encontra/é oriundo. Por exemplo, a regência do verbo ir, não pode ser regido pela preposição em para a gramática normativa. Vou ao banheiro (formal – escrita formal). Vou no banheiro (informal – fala e escrita informal).

Gosto de chocolates. (GOSTO DE ALGO/ALGUÉM)

Transitivo Direto (sem preposição)

Comprei casacos novos. (COMPREI ALGO).

Verbo Intransitivo (não necessita de complemento)

Choveu.

Nevou ontem.

Eu estudei ontem.

Verbo de Ligação (não é verbo transitivo ou intransitivo) – liga o sujeito ao predicativo do sujeito:

Eu estou triste. (verbo de estado)

Ele riu despreocupado (adjetivo).

Despreocupado = predicativo do sujeito

Ele riu despreocupadamente (advérbio).

Despreocupadamente = adjunto adverbial de modo

Advérbio é invariável.

Adjetivo é variável.

RESUMINDO (características principais dos verbos)

Verbo transitivo direto = possui objeto direto

Verbo transitivo indireto = possui objeto indireto

Verbo de ligação = possui predicativo do sujeito

Verbo intransitivo = não possui complemento ou possui adjunto adverbial.

DISTINÇÃO ENTRE AS ORAÇÕES COORDENADAS EXPLICATIVAS E AS ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS CAUSAIS

De acordo com Cunha (2001:22), “[…] explicar subordinação e coordenação somente em termos da independência/dependência das orações não ajuda a distinguir os dois processos.”. No entanto, a gramática normativa tem perpetuado a ideia de que os critérios sintáticos seriam suficientes para fazer a distinção entre coordenação e subordinação, excluindo, assim, os critérios que dizem respeito aos aspectos semânticos:

No caso das orações conhecidas como coordenada sindética explicativa e subordinada adverbial causal, notamos que tais compêndios privilegiam o critério semântico na tentativa de distinção. Contudo, a diferença entre causa e explicação nunca fica realmente clara de modo que, muitas vezes, é difícil saber se a oração introduzida pela conjunção é causal ou explicativa. Além disso, os processos de estruturação de períodos (coordenação e subordinação) não são explicados com o devido detalhamento. Finalmente, os critérios que levam os autores a classificarem uma determinada conjunção/locução conjuntiva como coordenativa explicativa ou subordinativa causal não são explicitados claramente (CUNHA, 2001:20).

Segundo Celso Pedro Luft (2002:78), “O francês, o inglês e o alemão usam conjunções diferentes nas orações explicativas e causais.” Se em outras línguas há uma distinção no uso de tais conjunções, não é incorreto afirmar que elas expressam sentidos diferentes. No entanto, no Português brasileiro, algumas conjunções introduzem orações de ambos os tipos, causando dificuldades no que tange à sua classificação.

A distinção entre as orações coordenadas explicativas e as subordinadas adverbiais causais é matéria controversa no estudo do Português brasileiro. As conjunções “pois” e “porque”, por exemplo, introduzem orações de ambos os tipos, causando dificuldades de análise tanto no que diz respeito aos aspectos sintáticos quanto aos aspectos semânticos.

Cunha (2001) conclui que os processos sintáticos que ligam as orações não devem ser vinculados aos aspectos semânticos, e acrescenta que um estudo semântico que se proponha a estabelecer a diferença entre causa e explicação não deve ser descartado. Luiz Carlos Travaglia é outro autor que também se dedicou a analisar essa problemática distinção. Segundo Travaglia:

 […] grande parte da confusão no tratamento deste assunto originou-se do fato de tentar resolver o problema (que se reputava como essencialmente sintático), lançando mão, também e inconscientemente, de aspectos semânticos e pragmáticos que usados indistintamente, embaralhando os diferentes níveis, frequentemente levaram a impasses e contradições sem solução e que causam o desespero de professores, alunos e estudiosos em geral quando se enfrenta o problema de ensinar e aprender a distinguir os dois tipos de orações ou de fazer a distinção (TRAVAGLIA, 1986:242).

 Travaglia conclui que não há como resolver o problema da distinção entre as coordenadas explicativas e as subordinadas adverbiais causais optando apenas por um dos critérios: sintático, semântico ou pragmático, uma vez que a questão envolve a todos em igual medida.